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Salário, agora, só com muito suor: chinelinhos vão dançar

Os times de futebol estão dispostos a acabar com o jogador ”chinelinho”, aquele que ganha fortunas e pouco joga. A nova tendência no mercado é a de os clubes adotarem, cada vez com mais freqüência, contratos de produtividade. A prática está sendo comum em relação a atletas com mais de 30 anos, chamados de ”experientes em fim de carreira”. Agora, não lhes basta a fama. Terão de estar bem – e em campo – para garantir salário do fim do mês.


Funciona, basicamente, assim: o jogador assina contrato com salário fixo, baixo, e ganha um extra cada vez que estiver em campo. ”É uma prática de mercado, quando se tem um jogador em fase de recuperação”, diz Genaro Marino, diretor de futebol do Palmeiras, ao explicar por que adotou o sistema com Denilson, Léo Lima e Roque Júnior, apresentado anteontem. ”Já vimos casos de atletas que são contratados e não conseguem atuar. E o clube é cobrado por isso, por torcedores e até pela própria administração.”


Antes o termo utilizado era contrato de risco. Mas, para não expor o jogador e, conseqüentemente, dilapidar seu próprio patrimônio, convencionou-se trocá-lo por contrato de produtividade. Uma expressão, sem dúvida, mais simpática. Afinal, tornou-se corriqueiro pagar a cada partida disputada quando o jogador em questão tem grave histórico de contusão, é indisciplinado ou está fora de forma.


Atualmente, dá para formar mais de um time com jogadores registrados nesses moldes, nos quatro cantos do País. Quem não gostaria de ter atletas do gabarito de Roque Júnior, Gustavo Nery, Athirson, Léo Lima, Pedrinho e Sorín em seu elenco? Muitos. Nada, porém, de correr riscos.


”Você traz um jogador por três meses porque o treinador pediu. Aí esse treinador sai e o clube continua pagando uma fábula ao atleta? Melhor pagarmos salário baixo, avaliar o atleta e depois decidir se ficamos ou não com ele”, afirma o supervisor do Vasco, Carlos Alberto Lancetta. O clube carioca conta com seis jogadores com contrato por produtividade: Pedrinho, Odvan, Fernando, Johnny, André e Serginho.


Palmeiras e Vasco estão mais em evidência por causa da recente chegada de Roque Júnior e de Pedrinho, respectivamente. Mas a Portuguesa também fez o mesmo com Athirson, o Cruzeiro com Sorín, o Inter com Gustavo Nery… É o futebol, cada vez mais profissional.


(Fonte:AE)

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