Goleiro ainda desperdiçou a sua cobrança, mas se recuperou diante do Universitario (PER) e agora está nas quartas de final da competição; enfrenta quem passar de
Não foi a classificação que o São Paulo esperava. O time empatou as duas partidas por 0 a 0 com modesto Universitário (PER) e a decisão foi para os pênaltis nesta quarta-feira, 4, no Morumbi. Na marca da cal, os brasileiros fizeram 3 a 1 e avançaram às quartas de final da Copa Libertadores.
Rogério Ceni perdeu a sua cobrança, mas se recuperou e defendeu outras duas (uma delas com o pé), além de contar com um chute para fora dos peruanos.
Sem brilho, sem padrão tático e com um futebol para lá de previsível, os comandados de Ricardo Gomes suaram para passar por um time sem a menor expressão na competição continental. A bola não entrou, a ansiedade tomou conta do elenco e, de quebra, ainda sobraram as vaias vindas das arquibancadas.
Se os peruanos voltam para casa, o time brasileiro espera a definição do confronto entre Nacional (URU) e Cruzeiro, que ainda jogam. A vantagem é dos mineiros (3 a 1 no jogo de ida), justamente os algozes do São Paulo também das quartas de final de 2009. As partidas da próxima fase acontecem a partir da semana seguinte.
ATITUDE. Durante a semana, o discurso era de partir para cima do adversário. Natural para quem precisava da vitória. Mas só se esqueceram da conclusão em gol – também não poderia ser diferente com Dagoberto de costas para o gol. Marlos e Fernandinho, que de última hora entrou no lugar de Washington, bem que criaram as chances. Faltava empurrar para as redes.
As melhores chances saíram da cabeça de Rodrigo Souto. Na primeira oportunidade, o volante mandou a bola no travessão e, em seguida, voltou a assustar o goleiro Llontop.
O placar sem gols levava a disputa para a decisão nos pênaltis. Inferior tecnicamente, o time peruano até que se contentava em decidir a sorte na marca da cal. Durante o primeiro tempo, pouco arriscou e atuou com os 11 jogadores no seu campo de defesa.
”A equipe deles está muito fechada. Vamos continuar tentando, mas o time está bem”, resumiu Hernanes, na saída para o intervalo. Mas o que se ouviu mesmo foram as vaias vindas das arquibancadas. A paciência dos mais de 43.898 torcedores tinha acabado e o clima ficou pesado pelos lados do Morumbi.
DRAMÁTICO. Ricardo Gomes, que chegou a ser hostilizado na última partida em casa, tratou logo de colocar Washington no lugar de Jorge Wagner. O camisa 9 tinha uma missão muito clara: marcar os gols que o time perdeu na primeira etapa. Não deu.
”Fica um time bastante ofensivo, com mais o Marlos ainda”, disse Washington, visivelmente chateado com a reserva. ”É difícil ficar no banco, mas com cabeça boa, tenho certeza que vai dar para entrar e ajudar.”
Apesar das chances, o gol não saia. E teve chute na trave, bola que correu por toda área e ninguém colocou o pé, lances duvidosos de impedimento e nada. Washington perdeu uma oportunidade na pequena área. A decisão foi mesmo para os pênaltis.
Rogério Ceni começou dando um susto nos são-paulinos. O goleiro perdeu a sua cobrança, mas com a personalidade que cabe a um capitão, se recuperou e pegou duas cobranças. Hernanes, Marcelinho Paraíba e Dagoberto fecharam a conta.
Classificado, o São Paulo agora se prepara para a estreia no Campeonato Brasileiro. E logo de cara tem o atual campeão pela frente. O time vai ao Maracanã enfrentar o Flamengo, no domingo, às 16 horas.
| Ficha técnica |
| São Paulo: Rogério Ceni; Cicinho (Jean), Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto, Jorge Wagner (Washington), Hernanes e Marlos; Dagoberto e Fernandinho (Marcelinho). Técnico – Ricardo Gomes Universitário: Llontop; Carmona, Revoredo e Galván; Rabanal, Espinoza, Vásquez (Miguel Torres), Hernández e Rainer Torres (Ramírez); Alva e Píriz Alves (Labarthe). Técnico – Juan Reynoso Pênaltis: Hernanes, Marcelinho Paraíba e Dagoberto para o São Paulo; Ramírez para o Universitário |
(Fonte:AE)











