O suíço Roger Federer, de 27 anos, se consagrou neste domingo como o atleta mais vitorioso da história do tênis mundial. Ao ganhar pela sexta vez na carreira o torneio de Wimbledon, na Inglaterra, ele atingiu a marca de 15 Grand Slams conquistados, superando o ex-jogador norte-americano Pete Sampras, que faturou 14 vezes as quatro competições mais importantes do circuito da ATP.
Na decisão, Federer teve mais trabalho do que o esperado em um confronto que durou mais de quatro horas, mas mesmo assim mostrou força para bater Andy Roddick, dos Estados Unidos, por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 7/6, 7/6 e 3/6 e 16/14.
OS ÚLTIMOS 10 CAMPEÕES
2009 – Roger Federer (SUI)
2008 – Rafael Nadal (ESP)
2007 – Roger Federer (SUI)
2006 – Roger Federer (SUI)
2005 – Roger Federer (SUI)
2004 – Roger Federer (SUI)
2003 – Roger Federer (SUI)
2002 – Lleyton Hewitt (AUS)
2001 – Goran Ivanisevic (CRO)
2000 – Pete Sampras (EUA)
A conquista do suíço se tornou ainda mais especial pela presença de Sampras na plateia. Ele retornou ao All England Club pela primeira vez em sete anos para ver a final. Desde que, em 2002, Sampras foi eliminado na segunda rodada pelo suíço George Bastl, o americano não tinha voltado a pisar no clube londrino.
Roger Federer já havia sido campeão em Wimbledon cinco vezes seguidas entre os anos de 2003 e 2007. No ano passado, perdeu a hegemonia na competição ao ser superado na decisão pelo espanhol Rafael Nadal, que não pôde participar do torneio neste ano devido a uma lesão.
A vitória recoloca o suíço na liderança do ranking mundial, posto que ocupou por 237 semanas seguidas (recorde de todos os tempos) entre 2004 e 2008 e perdeu justamente para Nadal em agosto do ano passado.
Além de Wimbledon, Federer já ganhou três vezes o Aberto da Austrália, cinco vezes o Aberto dos Estados Unidos e uma vez Roland Garros.
Contra Roddick, o retrospecto é extremamente favorável. Agora são 21 triunfos e apenas dois resultados negativos.
CONFRONTO HISTÓRICO
Atual número 6 do mundo, Roddick, que deve melhorar seu ranking com o vice em Wimbledon, começou o jogo imprimindo um ritmo forte. Cometendo apenas três erros, o norte-americano conseguiu uma quebra no 11.º game – a primeira do jogo – e partiu para a vitória. Na segunda parcial, os tenistas seguiram confirmando seus saques, mas Federer não demonstrava que poderia quebrar o rival para empatar a partida. O set então foi para o tie-break.
OS MAIORES EM GRAND SLAM
15 títulos – Roger Federer (SUI)
14 – Pete Sampras (EUA)
12 – Roy Emerson (AUS)
11 – Bjorn Borg (SUE) e Rod Laver (AUS)
No momento decisivo do segundo set, começou a reação de Federer na final. O suíço chegou a estar perdendo por 6 a 2, com quatro set points para Roddick. Mas o novo número 1 do mundo foi busc ar a virada e fez 8 a 6, para decepção do norte-americano, que tinha a oportunidade de abrir vantagem. Na sequência, Federer chegou melhor ao quarto set. Sem quebras para os dois lados, novamente a vitória veio no tie-break, desta vez por 7 a 5.
Mesmo com o suíço conquistando muitos pontos por ace – foram 50 no jogo, contra 27 do rival -, Roddick impressionou pela reação no quarto set. Uma quebra foi suficiente para fechar a parcial e fazer 2 a 2 no jogo. Já no set decisivo, a dificuldade para selar a vitória repetiu a final de 2008. Como em Grand Slams não há tie-break no quinto set, os tenistas se mantiveram sem conseguir quebrar o saque do adversário.
Enfim, após 4h16 de disputa e muita frieza por parte dos dois tenistas, Federer conquistou uma quebra e fechou o jogo, fazendo 16 a 14 no último set. Após a vitória histórica, o suíço fez questão de reconhecer o desempenho de Roddick, que impressionou por voltar a disputar uma decisão em Wimbledon, depois de ter perdido para o próprio Federer em 2004 e 2005. (Com AE)
(Fonte:AE)











