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Prata no Mundial da Polônia tem sabor especial para Jacky Godmann, atleta que construiu laços com o Tocantins

Vice-campeão mundial no C2 500 metros, canoísta que viveu em Palmas e é casado com uma tocantinense mantém forte ligação com o Estado

O Brasil conquistou mais uma medalha no Mundial de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, encerrado neste domingo (30/8), em Poznan, na Polônia. E, entre os protagonistas do pódio, está um atleta que, embora atualmente viva em Minas Gerais, tem uma história construída também no Tocantins.

Jacky Godmann conquistou a medalha de prata no C2 500 metros, ao lado de Gabriel Nascimento, em uma das principais competições da canoagem mundial. A dupla brasileira completou a prova em 1min39s81, apenas 58 centésimos atrás dos vencedores.

O ouro ficou com os atletas independentes Zakhar Petrov e Ivan Shtyl, que marcaram 1min39s23. Os húngaros Kristof Kollar e Istvan Juhasz conquistaram o bronze, com 1min40s03.

Uma prata mundial com coração tocantinense

A conquista de Jacky tem um significado ainda mais especial para o Tocantins. O atleta viveu em Palmas entre 2022 e 2023 e, nesse período, estreitou ainda mais sua relação com o Estado por meio da canoagem e, principalmente, da família que construiu por aqui.

A história com o Tocantins começou antes. Jacky conheceu a tocantinense Mirian durante uma competição nacional de canoagem, em 2016, em Curitiba (PR). Os dois voltaram a se encontrar em outras competições e, ao longo dos anos, construíram uma relação que já soma dez anos, sendo quatro de casamento.

Em 2022, Jacky veio morar em Palmas e se casou com Mirian, fortalecendo definitivamente seus laços com o Tocantins. Atualmente, o casal vive em Lagoa Santa (MG) e tem dois filhos: Benjamin, de 9 anos, e Eloá, de 7.

Por isso, mesmo representando o Brasil no cenário internacional, a medalha conquistada em Poznan também chega ao Tocantins com um sentimento especial.

“Estou muito feliz por esta conquista”, celebrou Jacky Godmann após o pódio.

Brasil fecha Mundial com oito medalhas

A prata de Jacky e Gabriel encerrou a participação brasileira no Mundial de Poznan, que terminou com oito medalhas para o Brasil.

Na Canoagem Velocidade, o país conquistou duas medalhas, incluindo o ouro de Isaquias Queiroz no C1 500 metros. Na Paracanoagem, foram outras seis medalhas.

O desempenho confirma a força da canoagem brasileira no cenário internacional. E, para o Tocantins, a conquista ainda ganha um capítulo especial por meio de Jacky Godmann, um atleta que passou por Palmas, construiu uma família com uma tocantinense e hoje leva para o mundo, além do talento esportivo, uma história que também tem raízes no Estado.

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