A 13ª edição dos Jogos Paraolímpicos começa hoje em Pequim, com uma cerimônia no Ninho do Pássaro marcada para as 9 horas. O Brasil leva à China 188 atletas paraolímpicos, que vão se apresentar em 17 das 20 modalidades. As competições começam no domingo e terminam no dia 17, com a participação de 4 mil atletas de 148 países disputando 472 medalhas – 170 mais que nos Jogos convencionais.
Abertos duas semanas depois do encerramento dos Jogos Olímpicos e como evento complementar a eles, os Paraolímpicos utilizarão os mesmo locais de competição. O evento também terá uma mascote própria, a vaca Fu Niu Lele. O nome é composto pelos caracteres ?Fu? (boa sorte), ?Niu? (vaca) e ?Lele? (feliz). O animal foi escolhido porque representa a harmonia entre o homem e a natureza.
O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) informou que a mesma estrutura dos Jogos Olímpicos será mantida agora. Cerca de 30 mil voluntários darão assistência a visitantes e atletas durante os 11 dias de competições, enquanto 100 mil policiais estarão pela cidade para conter ameaças terroristas e protestos.
Seguindo o exemplo da Olimpíada, a Paraolimpíada de Pequim deve superar as anteriores. ?Teremos o maior número de atletas, o maior número de esportes e o maior número de países de todos os Jogos. Será o maior evento de todos?, disse o presidente do IPC, Philip Craven. ?Parte da nossa visão é a transformação da sociedade e das percepções e, se você pensar que há 83 milhões de pessoas na China com algum tipo de deficiência, há muito o que fazer.?
Nos Jogos Paraolímpicos, atletas com todos os tipos de deficiência, em graus variados, competem em modalidades especiais, como vôlei sentado, tênis em cadeira de rodas, basquete e rúgbi de cadeira de rodas, futebol de cinco e futebol de sete, goalball e outros tradicionais com adaptações.
Brasil
O Brasil participa com 89 atletas a mais do que em Atenas/2004 e quase três vezes mais que em Sydney/2000. Na Grécia, o País ficou em 14º lugar no ranking de medalhas, com 14 de ouro, 12 de prata e 7 de bronze.
Em relação a Atenas, aumentaram o número de vagas brasileiras no halterofilismo – que participa com a goiana Josilene Ferreira e a potiguar Maria Luzineide Santos Oliveira, ao lado do paulista Alexander Whitaker – e no tênis de mesa. O hipismo terá pela primeira vez uma equipe completa nos Paraolímpicos de Pequim. Também há mais mulheres na delegação deste ano, em relação às Olimpíadas anteriores.
Entre os destaques do Brasil em Pequim estão o judoca Antônio Tenório, tricampeão olímpico na categoria até 100 quilos, cego total; a velocista Adria Rocha Santos, maior medalhista brasileira em Paraolimpíadas (quatro ouros e oito pratas) e recordista mundial; e o nadador Clodoaldo Francisco da Silva, afetado por uma paralisia cerebral, que ganhou seis medalhas de ouro e uma de prata em oito provas nos Jogos de Atenas.
Porém, Clodoaldo teve um duro revéz e anunciou que não vai nadar três provas iondividuais nas quais teria chance. Isso porque o Comitê Paraolimpico não aceitou o protesto da entidade nacional e manteve a mudança de categoria de Colodoaldo de S4 para S5. Quanto maior o número, menos deficiência têm os competidores.
(Fonte:AE)











