Tricolor trouxe título inédito para o Rio Grande do Sul após derrotar o Hamburgo em Tóquio, com dois gols do jovem Renato GaúchoQuando os relógios marcaram meia-noite, anunciando o início do domingo 11 de dezembro de 1983, a cidade de Porto Alegre vivia um clima bem diferente do habitual. Ao invés do silêncio, das luzes apagadas e do clima ameno característico do Rio Grande do Sul, as ruas foram tomadas pela animação de milhares de pessoas concentradas em bares, restaurantes ou mesmo nas próprias casas, trajadas nas cores azul, preto e branco. Todas com os olhos fixos na televisão e em uma só atração: a decisão do Mundial Interclubes. Seja roendo as unhas, fazendo algum movimento tenso ou bebendo goles de chimarrão, a expectativa era a mesma: ver o Grêmio ser campeão mundial.
Exatos 25 anos depois, os torcedores gremistas trocam o nervosismo daquela madrugada pela festa de bodas de prata do fato mais marcante da centenária história do clube. Recordam-se da euforia que tomou conta do Rio Grande do Sul após a conquista inédita para o estado e também das comemorações no estádio Nacional de Tóquio, palco do jogo decisivo. Na memória, os dois gols e as jogadas desconcertantes do jovem Renato, 21 anos, contra o Hamburgo (Alemanha), campeão europeu, derrotado por 2 a 1 na prorrogação, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Ficaram também as lembranças da habilidade de Mário Sérgio, das defesas de Mazaropi, da garra de De León, da velocidade de Tarciso, do comando de Valdir Espinosa e da importância dos demais heróis tricolores em campo. Mesmo após tanto tempo, essas imagens continuam vivas na mente dos torcedores gremistas que tiveram o privilégio de acompanhá-las.
(Fonte:Globocom.br)











