A certeza de que o Grêmio seria o campeão gaúcho de 2010 só apareceu no apito final do Gre-Nal 381. Até o árbitro Leandro Vuaden encerrar o confronto no Olímpico, estava tudo aberto. A tensão transparecia nos rostos dos torcedores azuis e dos vermelhos. No fim a vitória foi do Inter, mas a comemoração do título tem o azul, o preto e o branco do Grêmio. O 1 a 0 do Colorado não foi suficiente para reverter a vantagem construída pelo Tricolor no jogo de ida, quando venceu no Beira-Rio por 2 a 0.
Após três anos, o Grêmio volta a ser o dono do futebol do Rio Grande do Sul. A conquista, a primeira sob o comando de Silas, é a 36ª do clube na história da competição.
O responsável por toda a tensão da tarde de domingo foi Giuliano. O meia colorado marcou o gol solitário da partida logo aos 9 minutos do primeiro tempo. Mesmo em vantagem, o Inter não conseguiu se impor. Tendo a posse de bola e o resultado a favor, o Grêmio não conseguiu empatar, pois parou em Abbondanzieri. Porém, fez o suficiente para manter os colorados longe de sua área e levantar a taça.
A nota triste da tarde foi de Taison. Nos acréscimos do segundo tempo, o atacante do Inter levou drible de Jonas e chutou o gremista na sequência, gerando uma confusão desnecessária na beira do gramado.
O tempo para comemorações e decepções será curto. No meio da semana tem mais um pouco de tudo ou nada para os dois clubes. Na quarta-feira, o Grêmio enfrentará o Fluminense, pela Copa do Brasil. No dia seguinte, o Inter entrará em campo para pegar o Banfield, pela Libertadores.
A final – Entrando em campo com a vantagem, o Grêmio tinha como lema não se expor. Não havia razão para correr riscos desnecessários. O Inter, mesmo precisando vencer com boa margem, não iria se atirar ao ataque, mantendo o esquema com três zagueiros. Em sua segunda partida pelo Colorado, Ronaldo Alves se viu envolto na fervura do Gre-Nal, fechando o trio defensivo ao lado de Bolívar e Fabiano Eller.
As posturas adotadas, aliadas ao pouco espaço proporcionado pelos sistemas defensivos e à vontade dos jogadores, deixavam o jogo disputado entre as intermediárias. A alternativa achada para surpreender saiu da chuteira roxa de Giuliano. Após espanada na área, o meia, do Inter, acertou chute cruzado no canto esquerdo de Victor, abrindo o placar, aos 9 minutos.
Mesmo sendo vazado no começo do jogo, o Grêmio não se desesperou. Sem fugir das suas características, o Tricolor manteve a posse de bola. Em cobrança de falta, Edílson obrigou Abbondanzieri a se esticar todo e tocar para escanteio. Após lançamento longo, a defesa colorada bobeou, Leandro ajeitou e o goleiro argentino salvou novamente, agora em chute de Borges.
As principais dificuldades gremistas estavam em fazer a bola chegar até Borges e Jonas e passar sobre Sandro, atuando em seu último clássico, pois está negociado com o Tottenham, da Inglaterra. Na frente da defesa colorada, o volante funcionou como um escudo perfeito para seus zagueiros. Porém, com a bola nos pés, o Inter era muito vertical, atacando com pouca gente na frente e mantendo-se pouco tempo no campo do rival.
Ao conseguir uma troca de passes dinâmica na frente, Giuliano, outra vez, arriscou de média distância, batendo sobre o gol. Abbondanzieri salvou novamente, aos 33 minutos, em cabeçada de Borges.
Quando Leandro Vuaden, árbitro da partida, disparou seus dois cronômetros para a segunda etapa, o relógio passou a ser o melhor amigo do Grêmio e o pior dos inimigos do Inter. A velocidade em que o confronto se desenvolvia impedia qualquer tipo de catimba, deixando o jogo bastante aberto.
Porém, pelo futebol apresentado no gramado do Olímpico, parecia o contrário. Melhor em campo, o Grêmio criava e pressionava mais. O Inter mantinha os problemas do primeiro tempo, passando longe do gol que necessitava para levar a decisão para os pênaltis.
Aos 6 minutos, o Tricolor encaixou bom contra-ataque. Após passe primoroso de Douglas, Borges arrematou de esquerda para fora. A tensão no estádio e o tempo eram grandezas inversamente proporcionais. Com o placar seguindo no 1 a 0 para os colorados, quando menos tempo faltava, mais tenso se tornava o clima.
Mesmo com vantagem constante nos lances pelo alto, o time de Silas não conseguia o empate. Em um dos escanteios, Jonas conseguiu arrematar, mas bem posicionado, Abbondanzieri salvou, em defesa de dois tempos.
Nos 10 minutos finais, na base da vontade, o Inter tentou marcar o segundo gol, mas sem atingir o objetivo. Nos acréscimos, após levar um drible de Jonas, Taison deu um pontapé em Jonas, gerando uma grande confusão na beira do gramado. A atitude tirou o grito de campeão da boca dos gremistas. Em casa, a festa começou com os gritos de ”timinho, timinho”.
(Fonte:Gazetapress!)











