Com o encerramento da Copa do Mundo de 2026 e a conquista merecida da Espanha sobre a Argentina por 1 x 0, chegou a hora de deixar a paixão de lado e fazer uma reflexão sobre a Seleção Brasileira.
A Espanha foi a melhor equipe do Mundial. Teve identidade, organização, intensidade e personalidade. Jogou futebol de campeão. Simples assim.
Enquanto isso, o Brasil voltou para casa mais cedo e, mais uma vez, ficou devendo. Não apenas pelo resultado, mas principalmente pela postura apresentada dentro e fora de campo. De 48 seleções ficamos em 11º lugar (vergonhoso).
É impossível não ficar preocupado com os rumos da nossa Seleção.
O Brasil possui uma das maiores gerações de talentos do futebol mundial. Individualmente, talvez até superior à de muitos adversários. Mas futebol não se ganha apenas com nomes, cifras milionárias ou status conquistado nos grandes clubes da Europa.
Vence quem joga com alma.
Vence quem honra a camisa.
Vence quem entende o peso de representar mais de 200 milhões de brasileiros sem passividade.
Infelizmente, nesta Copa, faltou exatamente isso.
Vimos jogadores brilharem nos treinamentos e desaparecerem nos jogos decisivos. Houve erros técnicos difíceis de explicar: chances claras desperdiçadas, pênalti perdido e pouca capacidade de reação nos momentos mais importantes. Time lento e passivo. Só jogou um pouco de futebol verdadeiro diante do Japão. E foi só!
O que mais entristece o torcedor é perceber que muitos parecem tratar a Seleção apenas como mais um compromisso da temporada, quando, na verdade, vestir a camisa amarela deveria ser o maior orgulho da carreira de qualquer atleta.
Do outro lado estava a Argentina
Nossa maior rival não apresentou o futebol mais bonito da competição, mas mostrou algo que o Brasil não conseguiu demonstrar: entrega, competitividade e espírito coletivo. Lutou até a final e só foi derrotada pela melhor seleção da Copa.
A Espanha mereceu levantar a taça.
Quanto ao Brasil, resta uma longa reconstrução.
O novo treinador Carlo Ancelotti chega com um currículo que dispensa apresentações. É um vencedor absoluto no futebol de clubes. Mas Seleção Brasileira é um universo completamente diferente. Agora começa o verdadeiro desafio: montar uma equipe que tenha identidade, compromisso e faça o torcedor voltar a acreditar.
O Brasil continua sendo o maior campeão da história das Copas, com cinco títulos. Essa tradição, porém, não vence jogos.
É preciso recuperar algo que nunca deveria ter sido perdido: o orgulho de vestir a camisa da Seleção.
Porque talento nós temos de sobra.
O que falta é fazer com que ele venha acompanhado de comprometimento, coragem e vontade de representar o Brasil.
A pergunta que fica é simples:
Os nossos jogadores querem apenas contratos milionários… ou também querem entrar para a história do futebol brasileiro?
— Reinaldo Cisterna
Jornalista Esportivo | Alô Esporte















