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Destaque do Pinheiros sonha com Seleção, mas com pés no chão

Campeão do Super Paulistão 2009, o Pinheiros/Mackenzie conquistou o seu segundo título na competição após dez anos, acabando com a hegemonia do Osasco, que já durava oito. Destaque da equipe, a levantadora Fabíola conversou com o Terra e, além de creditar a conquista ao time, falou sobre o campeonato, a Superliga e mostrou certa expectativa com relação à Seleção Brasileira.


Josefa Fabíola Almeida de Souza, ou Fabíola, como é conhecida, 26 anos, tem 1,84 m e curiosamente começou a carreira no vôlei como ponta, na equipe Força Olímpica, do Distrito Federal.


Em 1998, foi campeã sul-americana com a Seleção infanto-juvenil. Também foi campeã mundial juvenil. Em 2003, chegou a jogar pela Seleção principal. Fabíola também passou por equipes como o Rexona e São Caetano e agora defende as cores do Pinheiros.


Confira a entrevista na íntegra com a levantadora:


Terra – O Pinheiros não ganhava o Campeonato Paulista há dez anos. Qual foi o gosto dessa conquista?
Fabíola – A gente fez um campeonato muito bom desde o começo. Perdemos apenas uma partida para o Osasco durante a fase classificatória e uma durante as finais. Nosso objetivo sempre foi terminar essa fase em primeiro, para evitar um cruzamento com o Osasco ou o São Caetano na semi. A nossa intenção sempre foi fazer história no Pinheiros. Eu não tinha esse título. Nós queríamos também quebrar a hegemonia do Osasco e, querendo ou não, elas eram as favoritas por terem muitas jogadoras de Seleção. Porém, nossa vontade eu acho que fez a diferença, além do entrosamento por estarmos trabalhando juntas há muito tempo.


Terra – O que o Paulo Cocco usou como motivação para vocês acreditarem que era possível conquistar o título?
Fabíola – O Paulo, desde o começo, disse que nós tínhamos condições de vencer e que tínhamos que acreditar. Ele sempre mostrou o quanto o Osasco era forte e mostrou que nossa união poderia fazer a diferença. Nos fez acreditar em cada uma de nós. E deu certo.


Terra – Como foi terminar um campeonato e já começar a Superliga? O cansaço do time pode pesar negativamente no desempenho em quadra?
Fabíola – Com certeza. Temos o desgaste do Campeonato Paulista inteiro, além das finais, que são mais desgastantes ainda. A gente teve apenas um dia de descanso após o Paulista, para disputar a primeira partida da Superliga. Acabar um campeonato e começar outro logo em seguida é extremamente desgastante. Vencemos o primeiro jogo com muita dificuldade, mas sabemos que a Superliga é longa e que devemos matar um leão por dia. Esse cansaço deve acabar agora na folga para as festas.


Terra – Você começou sua carreira como ponta. Você acha que essa experiência favorece seu desempenho diante de outras levantadoras?
Fabíola – Levantadora é a cabeça do time. É quem mais sofre na equipe. O time, querendo ou não, depende do levantador. Eu joguei um ótimo campeonato, fui feliz nas minhas atuações e me superei em várias situações. Mas a minha equipe favorece. As meninas foram muito também. Não se faz nada sozinha e elas me deram essa estrutura. Estou em um momento de crescimento e buscando o meu espaço. Ser ponta me favoreceu por eu perceber antes que as outras o que a atacante está pensando, eu sei mais um pouco do que as jogadoras estão sentindo. Mas não me considero na frente porque elas levantam há muitos anos. Existem grandes levantadoras no Brasil e estou correndo atrás.


Terra – Você está sendo observada pela comissão técnica da Seleção. Como você encara a oportunidade, já que a Dani Lins não foi bem na Copa do Mundo e Ana Tiemi é reserva no Osasco?
Fabíola – A gente nunca sabe o dia de amanhã. A Seleção sempre foi o meu objetivo. A Olimpíada é um sonho e eu quero estar lá. Mas as coisas têm que acontecer a cada dia. O meu desempenho na Superliga é que vai dizer se mereço estar no grupo. O Zé Roberto (técnico da Seleção) já tem suas jogadoras de confiança. Nós que não temos, precisamos mostrar o nosso melhor para ter essa oportunidade. Eu torço, é claro, pelo meu retorno à Seleção e posso dizer que não me frustrarei se ele não vier. Sonho, mas não fico esperançosa.
 
 
(Fonte:Terra)

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