O Rio receberá a Olimpíada de 2016. A capital fluminense venceu a concorrência com Madri, Tóquio e Chicago entre os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) na eleição em Copenhague, na Dinamarca. Será a primeira vez que a América do Sul receberá o evento, o maior a acontecer no País depois das Copas do Mundo de futebol de 1950 e 2014.
A escolha foi acirrada. A candidatura brasileira venceu Madri na última rodada da reunião, nesta sexta-feira, sendo que Tóquio e a então favorita Chicago caíram nas rodadas anteriores. E foi muito festejada tanto pelos responsáveis quanto pelos torcedores, principalmente na praia de Copacabana, onde foi concentrada a espera pelo resultado.
Para sediar os Jogos Olímpicos, o Rio defendeu a tese de que deveria ser escolhida pelo ineditismo do local e pelo positivo momento econômico. ”Os Jogos Olímpicos no Rio serão inesquecíveis, pois estarão cheios da magia e da paixão do povo brasileiro”, discursou o presidente Lula, na apresentação.
A realização dos Jogos Pan-Americanos em 2007 foi citada como prova de que os brasileiros podem realizar grandes eventos. Tecnicamente, o projeto prevê a utilização de instalações construídas para a competição, como o Estádio Engenhão.
A delegação brasileira em Copenhague contou com as presenças de Lula, Pelé, do ex-presidente da Fifa João Havelange, do presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles, do governador do Rio, Sérgio Cabral, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.
Esta vitória marca mais de uma década de trabalho e tentativas do País – em especial de Carlos Arthur Nuzman – para trazer o evento ao País. Soma-se a isso gastos de mais de R$ 150 milhões nas campanhas. O slogan é ”Viva essa emoção”.
(Fonte:AE)











