Presidente diz que sua última palavra para conquistar votos vai ser sobre o futuro do Brasil
Na véspera da eleição da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que sua palavra final para convencer os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) vai ser a da importância das Olimpíadas para o futuro do Brasil. O presidente garante que derrota não faz parte dos seus pensamentos.
– Não trabalho com a hipótese de derrota. O Brasil se uniu em torno dessa candidatura. Todos nós queremos ser o pai da criança e a própria criança. Respeitamos todas as candidatas, mas ninguém apresentou um projeto com a consistência do nosso. Mas se os membros do COI decidirem por outra cidade, isso não vai pesar na minha cabeça. Vou respeitar isso, sou um amante da democracia – diz, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, em Copenhague.
Lula se reunirá com o presidente do COI, Jacques Rogge, e outros membros que irão votar nesta sexta-feira com o objetivo de garantir que o Brasil está pronto para ser a sede dos Jogos pela primeira vez.
Lula viaja para Copenhague convencido de que Rio merece os Jogos de 2016 Pelé diz que Rio vence por 2 a 1: ‘Chicago tem Obama. O Brasil tem o Lula e o Pelé’ Na busca por votos até o último minuto, Lula e economia forte são trunfos do Rio Lula revela seu trabalho nos bastidores: ?Enviei carta para cada delegado votante? Eduardo Paes: ?Entre Obama-Chicago e Lula-Rio, o Rio vai dar de goleada?
– A palavra vai ser a de vender o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil, de mostrar o Brasil de 2016. Nenhum país tem tanta certeza do seu futuro quanto o nosso. É um país otimista, com a auto-estima elevada e que vive um momento mágico de possibilidade de mudança. Queremos dizer ao mundo que nós podemos. Isso da boca de um americano é muito bonito, mas nós nos acostumamos a acreditar que não podíamos. Agora queremos mostrar que nós realmente podemos – afirma Lula, em referência ao discurso da campanha da eleição do presidente americano Barack Obama, com seu ”Yes, we can”.
O presidente diz que a campanha Rio 2016 fez lembrar a de sua vitória nas eleições presidenciais de 2002:
– Os argumentos que vamos usar são parecidos. A estratégia de convencimento é parecida, de provar que as coisas mudaram. O Brasil tinha um complexo de que era um país de segunda categoria, então minha campanha buscou convencer o povo de que nós trazíamos algo diferente. O mesmo vale para os Jogos Olímpicos. Somos o único país entre as dez maiores economias do mundo que nunca foi sede olímpica. Quero mostrar as mudanças que já estão acontecendo e que vão acontecer no Brasil para conquistar o voto dos delegados e delegadas.
(Fonte:Globo.com)











