Os movimentos eram em onda, compassados, vinham e voltavam no ritmo que contagiava pela alegria e espontaneidade. A dança era feita por centenas de moradores de uma comunidade negra que fica nos arredores do estádio, na localidade de Mangaung, uma espécie de distrito de Bloemfontein. Antes de começar o treino, eles eram poucos, mas logo os sul-africanos formavam um pequena multidão na parte da arquibancada atrás de uma baliza do Seisa Ramabodu Stadium, no treino da Seleção Brasileira nesta sexta-feira.
Ainda dentro do vestiário, enquanto os jogadores se aprontavam, já dava para ouvir o canto em bom som. Luís Fabiano logo saiu para ver o que estava acontecendo, e os jogadores, surpresos com a recepção, entraram em campo aplaudindo, em um gesto de retribuição.
– Brasil, Brasil, Brasil! – gritavam os torcedores quando o time entrou em campo, dando uma breve pausa nos seus cânticos típicos.
– Kaká, Kaká, Robinhô, Robinhô – gritavam também, pelos nomes dos craques.
Na metade do campo, os jogadores que não começaram atuando contra o Paraguai faziam um trabalho técnico. A cada drible – muito mais do que nos gols marcados – as pessoas vibravam, sem deixar de entoar os cantos.
Com uma espécie de chefe ditando o ritmo – vestido com uma camisa da Seleção da África do Sul – os grupos se dispersavam em dois voltavam a se encontrar batendo com as mãos. Em alguns momentos, todos davam as costas para o gramado, abraçados, em uma forma, na cultura local, de também de mostrar admiração.
Meninos e meninas, estudantes uniformizados, pais com filhos pequenos nos ombros, torcedores vestidos com a camisa do time local – Bloemfontein Celtic, igual à do Celtic da Escócia -, os sul-africanos cantaram e dançaram para os jogadores do Brasil, dando uma mostra do que poderá acontecer nos jogos da Copa das Confederações, como garantiu o prefeito de Bloemfontein no discurso de boas-vindas antes da coletiva no Bloem Spa Hotel.
– Os torcedores da África do Sul vão apoiar cem por cento o Brasil.
(Fonte:CBF)











