A marca A Gazeta Esportiva completa 61 anos de existência nesta sexta-feira (10/10/2008). Lançado em formato impresso e diário em 10 de outubro de 1947, o jornal estampou em suas páginas tudo o que ocorreu de mais importante no esporte brasileiro e mundial durante 54 anos.
Em novembro de 2001, o ?Mais Completo? encerrou sua circulação nas bancas para iniciar a trajetória on-line: o site de conteúdo aberto e gratuito Gazeta Esportiva.Net se encarregou de dar continuidade à cobertura jornalística.
A GE.Net colhe frutos da credibilidade herdada do jornal, mantém a tradição do noticiário especializado e se apronta para presentear seus internautas, em breve, com novidades e visual modernizado.
A história dos maiores campeões
Acervo/Gazeta Press
Página de A Gazeta Esportiva destaca uma das conquistas de Ayrton Senna
Durante seus 54 anos de existência, A Gazeta Esportiva retratou o dia a dia do esporte brasileiro e mundial. Alegres ou tristes, todos os assuntos mais importantes tiveram espaço no diário. Os maiores nomes do esporte, de todas as modalidades, foram estampados nas páginas de A Gazeta Esportiva.
O ?endiabrado? Garrincha, o Diamante Negro Leônidas, o Rei Pelé e o Folha Seca Didi, que fez o feito de realizar o primeiro gol no histórico Maracanã de 1950, foram personagens de várias capas do jornal. Mas não foi só do futebol que abasteceu as chamadas principais. Estrelas de outras modalidades esportivas, como Maria Esther Bueno, Maria Lenk, Adhemar Ferreira da Silva e Ayrton Senna, também tiveram suas façanhas abordadas com destaque.
No boxe, os principais destaques brasileiros não tiveram apenas textos e fotos publicadas no diário, Eles nasceram de um evento promovido pelo jornal. Foi assim com Éder Jofre, Servílio de Oliveira, Miguel de Oliveira e Adilson Maguila Rodrigues. O Campeonato Popular, mais tarde chamado de Forja dos Campeões, foi e ainda é o mais importante do calendário amador da modalidade no país.
Bicampeão mundial e consagrado, Éder Jofre dedicou sua homenagem à A Gazeta Esportiva, em 1998: ?Quando disputei meu primeiro título (Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrália, em 1956), A Gazeta Esportiva foi de extrema importância para meu sucesso. Para mim, à medida que subia e conquistava cinturões, tive sempre o jornal A Gazeta Esportiva ao meu lado.”
As colunas de boxe publicadas por A Gazeta Esportiva foram essenciais para estimular os pugilistas na incansável busca pelo desenvolvimento do boxe brasileiro.
”Galo de Ouro”, como Éder Jorge foi apelidado, foi campeão da Forja dos Campeões em 1953, antes de se consagrar com o título mundial da categoria peso galo em 1960. Servílio de Oliveira brilhou nos Jogos Olímpicos do México, em 1968, conquistando a medalha de bronze na categoria peso pena. E, em 1975, o meio-médio-ligeiros Miguel de Oliveira, fatura o cinturão mundial. Maguila foi o melhor peso-pesado brasileiro da história, alcançando a segunda posição no ranking mundial na década de 80.
Acervo/Gazeta Press
Suplemento especial sobre a 23ª Corrida de São Silvestre, publicado por A Gazeta
Também no segmento do esporte amador, o jornal A Gazeta Esportiva promoveu outrom campeonato que alcançou grande notoriedade. Foi a Copa Arizona, que chegou a reunir 5.200 equipes de futebol varzeano do Brasil, sendo que 1.032 dessas, pertencentes ao Estado de São Paulo. Essa Copa totalizou a estrondosa participação de 104 mil jogadores entre os anos de 1974 a 1980.
Todas essas provas e campeonatos vieram de encontro a um dos muitos e múltiplos anseios do fundador de A Gazeta Esportiva ? o jornalista Cásper Líbero. A propagação e a promoção dos esportes amadores eram seu desejo intenso e expresso.
Também advogado e apaixonado por esportes, Cásper criou, difundiu e patrocinou muitas competições. Sua prova preferida era a Travessia de São Paulo a Nado, criada em 1926 e disputada – acreditem! – no Rio Tietê.
Outras provas criadas por Cásper são famosas até hoje, como a Corrida São Silvestre, nascida em 1925, e a Prova Ciclística 9 de Julho, com sua primeira edição em 1933, numa explícita homenagem aos paulistas da Revolução Constitucionalista de 32.
Cásper Líbero soube compreender o significado e a influência do jornal e dos meios de comunicação em geral como formadores e transformadores da opinião pública.
(Fonte:Gazetaesportiva.net)











