Sem contar com todo o elenco à disposição, o técnico Dunga testou algumas mudanças no ataque e na defesa da Seleção Brasileira no treino de ontem, em Teresópolis. O treinador escalou um trio de atacantes, com Adriano, Robinho e Luís Fabiano, e deixou o zagueiro Juan no time reserva.
Ao todo, Dunga testou duas formações no ataque durante as atividades desta quarta. Na primeira parte deixou a equipe com três atacantes, em um 4-3-3, com apenas Kaká no meio-campo. Ramires e Elano, que brigam por uma vaga ao lado de Kaká, desembarcaram na terça-feira e ficaram de fora do treino.
Na sequência, Dunga voltou ao 4-4-2, com Júlio Baptista no meio-campo, substituindo Adriano. Ao fim do treino, o técnico evitou comentar as mudanças e não deu dicas sobre a formação escolhida para o confronto com a Argentina, no sábado. ?A gente tem que aproveitar as características individuais dos jogadores para o futebol ficar mais solto?, declarou.
Marcação
Mas Dunga descartou escalar jogadores mais fortes para fugir da forte marcação argentina. ?Futebol é contato. Mas vamos colocar a seleção em campo, independente do porte físico dos jogadores. Vou respeitar as características individuais de cada um?.
Por fim, Dunga disse que ainda não sabe se contará com o zagueiro Juan, que se recuperou de uma lesão recentemente. Nesta quarta, ele treinou entre os reservas. Miranda atuou ao lado do capitão Lúcio. ?Todo mundo conhece a capacidade do Juan. Tenho total confiança nele. Mas vamos colocá-lo em campo em um momento mais propício?.
Circo
Numa crítica velada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o técnico Dunga reclamou do ?circo? criado em torno das atividades da Seleção, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Irritou-se com o ambiente agitado e festivo na concentração. Desde terça-feira, ele se sente incomodado notadamente com dois imensos camarotes de patrocinadores da seleção, montados ao lado do campo principal de treino. E ontem, resolveu falar abertamente do assunto.
?Todo mundo cria um circo e nós vamos para dentro do picadeiro. E aí a gente tem que dar a resposta pelo circo que os outros criaram?, disse Dunga. Seu desabafo tem relação direta com a desastrada preparação do Brasil pouco antes do início da Copa do Mundo de 2006, quando a seleção ficou alguns dias na cidade de Weggis, na Suíça, exposta a uma situação que fugiu ao controle da CBF, por causa, principalmente, do assédio maciço do público aos jogadores brasileiros.
Saiba mais
Ronaldo
Ao ser indagado sobre uma possível conversa com um integrante da comissão técnica do Corinthians, a fim de saber das condições físicas do atacante Ronaldo para uma possível convocação, Dunga também se aborreceu na entrevista coletiva. ?Todo dia temos que apagar incêndio na Seleção. É coisa inventada. Toda hora a gente tem que desmentir essas coisas?, reclamou o treinador.
(Fonte:AE)











