Depois de 11 dias de competições, com a participação de mais de 4 mil atletas de 147 países, terminou nesta ontem a Paraolimpíada de Pequim. E o Brasil teve a melhor performance de sua história, com a conquista de 47 medalhas no total (16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze), que o deixaram na 9ª posição na classificação geral da competição.
Pequim organizou a maior Paraolimpíada da história, encerrada com uma bonita festa nesta quarta-feira, no Estádio Ninho de Pássaro. Em casa, os chineses, assim como já tinha acontecido em agosto, nos Jogos Olímpicos, dominaram completamente o quadro de medalhas. Foram 211 conquistas da China (89 de ouro, 70 de prata e 52 de bronze), bem na frente do segundo colocado, a Grã-Bretanha, que foi 102 vezes ao pódio (42 de ouro, 29 de prata e 31 de bronze).
A melhor campanha brasileira até então tinha sido nos Jogos de Atenas, há quatro anos, quando foram conquistadas 33 medalhas (14 de ouro, 12 de prata e 7 de bronze). Dessa vez, em Pequim, com uma delegação de 188 atletas para a disputa de 17 modalidades diferentes, o Brasil bateu todos os recordes, tanto no total de medalhas quanto na quantidade de títulos.
A performance brasileira poderia ter sido ainda melhor. Mas o nadador Clodoaldo Silva, que tinha conquistado seis medalhas de ouro em Atenas, passou por uma polêmica reclassificação pouco antes desta edição da Paraolimpíada e foi obrigado a mudar de classe, competido com atletas de menor grau de deficiência. Assim, ele saiu de Pequim com apenas dois pódios: prata e bronze.
De qualquer maneira, o saldo foi positivo para o Brasil. E o posto de maior medalhista, antes ocupado por Clodoaldo Silva, passou a ser do também nadador Daniel Dias. Ele deixou Pequim como o atleta, entre todos os participantes, que mais vezes subiu ao pódio: foram nove medalhas, sendo quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze.
Despedida
No último dia de competições, o Brasil ainda conquistou duas medalhas A seleção de Futebol de 5 levou ouro, após vencer a China na final, e Tito Sena conseguiu a prata na maratona da classe T46.
No Futebol de 5, para cegos, o Brasil conquistou o bicampeonato olímpico, repetindo o feito dos Jogos de Atenas/2004. Dessa vez, o título veio com uma vitória de virada na final com a China, por 2 a 1 – Yafeng Wang abriu o placar, mas Marquinhos e Marcos Felipe fizeram os gols brasileiros.
?Estou muito feliz, não só por mim, mas por toda a nação brasileira. Me concentrei bem e mudei o jeito de bater na bola. O goleiro deles estava pegando muito os chutes rasteiros, bati no alto e deu certo?, explicou Marquinhos, autor do gol de pênalti, já no último minuto da final, que deu o título ao Brasil.
Também ontem, o brasileiro Tito Sena conseguiu a medalha de prata na maratona da classe T46, para amputados ou com má formação congênita. Ele completou o percurso em 2h30m49, tendo sido superado apenas pelo mexicano Mario Santillan, que fez o tempo de 2h27m04.
(Fonte:AE)











