Dois jogos com o poder de mudar o rumo da Seleção Brasileira. Duas partidas duras que se apresentam em um momento ruim para o time do Brasil e para Dunga. O primeiro é neste domingo contra o Paraguai, às 16 horas (de Brasília), em Assunção. E o segundo contra a Argentina, na quarta-feira, no Mineirão. Esta é a encruzilhada que a Seleção tem pela frente nas Eliminatórias da Copa de 2010: pega a trilha das vitórias ou o caminho será sombrio.
Para se ter uma idéia do tamanho da encrenca que espera a Seleção Brasileira basta dar uma espiada no adversário deste domingo. O Paraguai é o líder das Eliminatórias, com dez pontos – dois a mais que o Brasil, terceiro colocado. Joga em casa com apoio de mais de 40 mil pessoas. Vem para cima com três atacantes e muita pegada. Vive um bom momento e há muito tempo perdeu o respeito pelos pentacampeões do mundo.
Não fosse por esses importantes detalhes do adversário, a Seleção tem ainda contra o jejum de vitórias fora de casa nas Eliminatórias. Há quatro anos a equipe não sabe o que é vencer uma partidinha fora do seu território.
Estrondoso
E o momento não é nada favorável. Joga pressionada após o estrondoso fracasso diante da Venezuela, um freguês de caderneta contumaz, que abateu os brasileiros por 2 a 0, no último dia 6, em Boston. Aquela derrota é a última imagem que ficou da seleção de Dunga para o torcedor.
Joga ainda sem duas estrelas imprescindíveis aos melhores times do mundo. Estamos falando de Kaká e Ronaldinho Gaúcho. E tem em Robinho a sua única diferença. Pouco para o tamanho do Brasil no futebol internacional.
Volantes
Tão pouco que o próprio Dunga se preveniu escalando um time de forte marcação com três volantes de ofício (Gilberto Silva, Mineiro e Josué) e laterais de força (Maicon e Gilberto). Soldados a serviço de Robinho, do valente Luís Fabiano na linha de frente e do apoiador Diego.
Dunga joga suas fichas em Robinho e Diego, dupla de ouro do Santos campeão brasileiro em 2002. ?Estou pronto e não tenho medo de cobranças, desde garoto sou cobrado no futebol?, disse Diego, de 23 anos. ?Teremos dois jogos difíceis pela frente, mas o Brasil está preparado para vencer qualquer adversário assim como pode perder também?, resumiu Robinho.
O treinador da Seleção aposta na determinação de seus jogadores. Por precaução, ensaiou muito as jogadas de bola parada. E pediu superação aos comandados. Sabe que a vitória seria o ideal, mas o empate também é uma dádiva dos céus.
Ficha técnica
Paraguai: Justo Villar; Da Silva, Caniza, Cáceres e Verón; Edgar Barreto, Enrique Vera e Jonathan Santana; Nelson Haedo, Roque Santa Cruz e Cabañas. Técnico: Gerardo Martino
Brasil: Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Diego; Robinho e Luis Fabiano. Técnico: Dunga
Árbitro: Jorge Larrionda (Fifa-Uruguai) Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai). Horário: 16 horas











