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Seleção de vôlei amarga o pior resultado na era Bernardinho

A Seleção Brasileira masculina de vôlei amargou neste domingo o pior resultado desde que o técnico Bernardinho assumiu a equipe em 2001. Com a derrota por 3 sets a 1, parciais de 25-23, 25-19, 23-25 e 25-19, o Brasil ficou fora do pódio pela primeira vez nos últimos oito anos, justamente quando teve a chance de atuar em casa pela Liga Mundial, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O quarto lugar é o pior resultado da seleção brasileira na Liga Mundial em dez anos 
Após o revés por 3 a 0 para os Estados Unidos na semifinal, a seleção brasileira sofreu a segunda derrota consecutiva e terminou a Liga na quarta colocação. O pior desempenho da equipe na era Bernardinho havia sido um terceiro lugar nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003.


Dono dos últimos cinco títulos da Liga, o Brasil verá neste domingo um campeão inédito, já que Sérvia e Estados Unidos, que decidem o título às 12h30, nunca venceram a competição. A Rússia ficou com o bronze e sobe ao pódio pelo terceiro ano seguido -foi vice no ano passado e terceiro em 2006.


O apagão sofrido contra os EUA se estendeu para a partida contra a Rússia e dois ataques para fora logo no início do primeiro set colocaram o Brasil na condição de perseguidor durante quase toda a metade inicial da parcial. Após estar em desvantagem de três pontos, o capitão Giba comandou a primeira reação brasileira com dois aces seguidos (8-8).


Embora tenha ficado na rede em diversos momentos, o saque foi importante aliado brasileiro na parcial. Com serviço de Dante, o Brasil tomou a frente do placar pela primeira vez (13-12). Mas os russos abriram vantagem, utilizando principalmente a forte jogada pelo meio-de-rede com Alexander Volkov, e fecharam o set em 25-23, após 25 minutos.


O início da segunda parcial reascendeu a torcida brasileira. Com um ataque pelo fundo e dois pontos de saque, o capitão Giba foi o responsável pela largada na frente dos anfitriões. Mas com mau aproveitamento do ataque local, o Brasil teve que conviver com o domínio russo.


A seleção brasileira não conseguia repetir a atuação diante dos adversários na estréia da fase final, quando venceu com um convincente 3 sets a 0. Sem utilizar velocidade no ataque, o levantador Marcelinho recorria ao ponta Dante para virar as bolas.


Depois de uma trombada com Gustavo, Marcelinho deixou a quadra e deu lugar a Bruninho. Ao contrário das partidas anteriores, o reserva não conseguiu evitar a derrota, após boa passagem de Maxim Mikhaylov no saque. O jovem russo quebrou o passe brasileiro, viu Dante parar duas vezes seguidas no bloqueio e encerrou a parcial em 25-19, com ace.


O terceiro set começou como as outras parciais e logo no início o Brasil se viu na obrigação de correr em busca da recuperação. O forte serviço russo seguia quebrando a recepção brasileira. A melhora no desempenho do bloqueio anfitrião mantinha o time da casa no jogo.


Destaque no saque na fase final, o capitão Giba foi o responsável pela grande reação brasileira na parcial. O ponta foi para o serviço com o Brasil em desvantagem (17-18), mas com o excelente desempenho no ataque e a boa presença ofensiva de Dante, os brasileiros salvaram o que seria o fim do jogo e venceram por 25-23.


A melhora no desempenho esbarrou novamente no forte saque russo. Mesmo sem obter o ponto no fundamento, os europeus aproveitavam o passe ruim do Brasil, que gerava contra-ataques. A equipe visitante chegou ao primeiro tempo técnico com cinco pontos na frente (8-3).


A larga vantagem russa diminuiu com os saques táticos de Rodrigão, que que entrou no quarto set. Em quatro pontos consecutivos, os brasileiros fizeram 21-16, mas não evitaram a derrota por 25-19.


(Fonte:UOL)

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