Na zona de classificação para a Libertadores, o Botafogo pensa em vencer para continuar sonhando com o título. Entre os clubes que iriam para a Sul-Americana, o Internacional projeta ainda chegar ao G4. Assim, o único pensamento dos dois times, neste domingo, às 18h10, no Engenhão, é a vitória.
No Botafogo, invicto há 11 jogos no Brasileirão, a ânsia por uma vitória é tanta que o técnico Ney Franco escalará o time com três atacantes: Jorge Henrique, Wellington Paulista e Gil.
– São jogadores que exercem bem seu papel no ataque e fecham o meio. Se for essa escalação mesmo, não teremos problemas. Dentro de casa, até pela situação em que estamos, precisamos tentar vencer – afirmou Lucio Flavio, respaldado por Ney Franco.
– Há uma possibilidade grande de a equipe entrar com essa formação. Já jogamos assim na goleada sobre o Atlético Mineiro e contra o Cruzeiro no 1 a 0. O desempenho nesses jogos me dá tranquilidade – disse o técnico.
Os desfalques serão Carlos Alberto e Túlio, suspenso. Mesmo assim, nada que desanime a torcida, que promete lotar o Engenhão, superando o público da Seleção Brasileira diante da Bolívia (cerca de 31 mil pessoas).
Depois do 1 a 0 sobre a Portuguesa, na rodada passada, o Inter só fala em ganhar do Botafogo, construir uma seqüência de vitórias e então, lá adiante, entrar no G-4. O problema é que a equipe de Tite, atualmente em 11º lugar, com 33 pontos, não é de enfileirar triunfos. Ela conseguiu dois seguidos apenas em 6 e 9 de julho, diante do Coritiba e do Goiás, no Beira-Rio.
– Temos um objetivo a nos impulsionar, que é o de disputar a Libertadores no ano do centenário do clube – diz o lateral-esquerdo Gustavo Nery.
Durante a semana, rolou a confiança de que há condições de o time enfim dar uma disparada. O caso do Botafogo de Ney Franco, justamente o adversário deste domingo, foi muito citado como exemplo.
Foi em nome da idéia do conjunto que Tite abriu mão de um de seus preceitos
táticos – o de que um meio-campo se equilibra melhor com dois volantes e dois
armadores. Depois de colocar, alternadamente, Magrão e Edinho na reserva, o
técnico desistiu e juntou os dois ao terceiro volante, Guiñazú – o trio foi
titular na conquista do Gauchão. A partir do confronto com o Botafogo,
D’Alessandro será o único armador. O argentino fará o papel que Alex fez no
campeonato estadual, e este ficará na frente, ocupando a posição que foi de
Fernandão.
Ficha Técnica
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data – Hora: 14/09/2008 – 18h10
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR)
Auxiliares: José Carlos Dias Passos (PR) e Moisés Aparecido de Souza (PR)
Botafogo: Castillo, Thiaguinho, Renato Silva, Andre Luis e Triguinho; Leandro Guerreiro, Diguinho e Lucio Flavio; Jorge Henrique, Wellington Paulista e Gil. Técnico: Ney Franco.
Internacional: Clemer, Ricardo Lopes, Indio, Álvaro e Gustavo Nery ; Edinho, Magrão, Guiñazú e D’Alessandro; Nilmar e Alex . Técnico: Tite.
(Fonte:Lancepress)











