A Portuguesa complicou o sonho do Flamengo de conquistar o título brasileiro. O empate por 2 a 2 neste sábado, no Maracanã, foi ruim para a equipe rubro-negra, que sonhava em virar o dia na liderança da competição e acabou permanecendo na quinta posição, com 57 pontos – fora do G-4, a zona de classificação para a Libertadores, e dois atrás do líder Grêmio, que joga neste domingo contra o Figueirense.
O resultado também não foi bom para a Portuguesa, que teve ótima atuação, desperdiçou várias chances de matar o jogo no segundo tempo e acabou sendo castigada com um gol de Maxi nos minutos finais. Com 36 pontos, a Portuguesa caiu para a 15ª posição, superada pelo Náutico, e segue ameaçada de rebaixamento.
No primeiro ataque do Flamengo, gol. O esforçado Jaílton roubou a bola, foi à linha de fundo e cruzou na medida, como se fosse um lateral. O defensor Fábio Luciano, tal e qual um verdadeiro atacante, acertou um belo voleio: bola na rede e felicidade total nas arquibancadas, aos 5 minutos.
Parecia fácil, mas foi só ilusão. O Flamengo se acomodou com a pequena vantagem no placar e parou de jogar até o fim do primeiro tempo. Tem de agradecer aos céus por não ter sofrido o empate. Por isso, levou merecidas vaias a caminho do vestiário. Faltou para a Portuguesa ser mais eficiente, como reconheceu o atacante Edno. ?Foram três chances para fazer gols, mas não tivemos competência?, disse ele, no intervalo. ?Levamos um gol que não poderíamos ter sofrido?, reclamou, sem citar culpados.
A justiça foi feita no começo do segundo tempo. A Portuguesa realmente estava melhor em campo e empatou com o atacante Jonas, que surpreendeu a zaga e o goleiro do Flamengo com um chute rasteiro, indefensável. Um silêncio tomou conta do Maracanã. A equipe rubro-negra se desesperou, bateu cabeça e se esqueceu de marcar, fundamento básico do futebol. A Portuguesa tirou proveito da instabilidade do rival e virou o placar. Gol de cabeça do lateral-esquerdo Athirson, revelado justamente na Gávea, completando cruzamento de Patricio.
Lusa
A Portuguesa poderia ter matado o jogo. Não o fez. Reclamou de um pênalti de Toró sobre Edno, num contra-ataque, mas não teve frieza e, como diz o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, a bola pune. E, realmente, puniu: Maxi precisou cabecear duas vezes para empatar, aos 38 minutos: primeiro acertou o travessão, depois marcou. Numa confusão na rede, Obina e Patrício foram expulsos. E o Flamengo seguiu no abafa, mas não conseguiu marcar.
Náutico
O Náutico conseguiu uma importante vitória ontem. Com um gol de pênalti, o time pernambucano derrotou o Vitória por 1 a 0 e saiu da zona de rebaixamento. O triunfo levou o time à 14ª posição, com 36 pontos. Para o clube baiano, a derrota não fez muita diferença, já que a equipe continua na nona colocação, somando 45 pontos.
Ipatinga
O Ipatinga venceu o Coritiba por 2 a 0, ontem, no estádio Ipatingão, e mostrou que ainda está vivo na briga para escapar do rebaixamento para a Série B, embora continue na lanterna do Campeonato Brasileiro: tem 31 pontos, mesmo número do Vasco, mas perde no saldo de gols, -24 contra -14. Para o Coritiba, a derrota acabou de vez com o sonho de disputar a Libertadores, pois o time parou nos 49 pontos, na sétima posição.
Ficha técnica
Flamengo: Bruno; Jaílton (Maxi), Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Toró, Ibson, Kleberson (Fierro) e Juan; Marcelinho Paraíba (Éverton) e Obina – Técnico: Caio Júnior Portuguesa: Gottardi; Ediglê (Halisson), Bruno Rodrigo e Erick; Patrício, Gavillán, Rai, Preto e Athirson; Jonas (Héverton) e Edno – Técnico: Estevam Soares Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR) – Gols:Fábio Luciano, aos 5 minutos do primeiro tempo; Jonas, aos 8, Athirson, aos 15, e Maxi, aos 38 minutos do segundo tempo –Cartões amarelos:Maxi e Éverton (Flamengo); Bruno Rodrigo e Preto (Portuguesa) – Cartões vermelhos: Obina (Flamengo); Patrício (Portuguesa) – Local:Estádio do Maracanã











