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Timão empata e conquista 3º título da Copa do Brasil

Em jogo tumultado, Corinthians faz 2 x 0, cede o empate, mas mantém vantagem conquistada com a vitória no Pacaembu.


 
Arena da Baixada, Maracanã (duas vezes) e o Beira-Rio, todos lotados. Após enfrentar muita pressão fora de casa, veio a confirmação: o Corinthians está maduro, voltou a ser forte e é um dos grandes times do País. Com futebol envolvente, força na marcação e objetividade no ataque, brigou de igual com o Internacional, abriu 2 a 0 e, com empate por 2 a 2, ontem, em Porto Alegre, conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil. Estará no ano de seu centenário na Libertadores.


O baixinho Jorge Henrique, de 1,69m, foi gigante ao subir de cabeça e abrir o placar. André Santos, cansado de ser vice da competição (perdeu duas vezes), correu muito para marcar o segundo gol. São heróis de um título que começou a ser desenhado no dia 17 de junho, no Pacaembu, com gols do mesmo Jorge e de Ronaldo.


Heróis como Felipe, autor de belas defesas. De Alessandro, soberbo na marcação de Taison. De Chicão e William, zagueiros firmes. De um meio de campo de dar orgulho aos corintianos. Dos incansáveis Cristian e Elias e do maestro Douglas. De um ataque fenomenal, não apenas pela presença de Ronaldo, mas pela habilidade, velocidade e espírito de luta de Dentinho e Jorge Henrique. De um técnico Mano Menezes que pegou um clube às traças, na Segunda Divisão e sem perspectivas de melhora.


De uma torcida sempre fiel, que nesta quarta, em menor número, encheu o pulmão e soltou o grito: ?Oh, o Timão voltou, o Timão voltou?. E, claro, de ?é campeão, é campeão?, desde os 29 minutos do primeiro tempo.


Palmas para o Corinthians, time de futebol eficiente e que trouxe o prazer de volta aos seus torcedores. Que agora faz as lágrimas terem um sabor delicioso. Palmas para o Internacional, time bravo e correto. E para sua torcida, dona de espetáculo bonito mesmo derrotada.


Os campeões chegam hoje em São Paulo. Desembarcam em Congonhas para seguir a festividade que varou a fria madrugada de Porto Alegre. Depois de tanta manobra para evitar a pressão de colorados, todos agora esperam estar no braço da calorosa torcida.


A decisão desta quarta começou sem surpresas. Nada de arriscar com mudanças. Os esquemas foram os mesmos que trouxeram as equipes até ali. Sem Sandro, Tite escalou o também volante Glaydson. Mano mandou o time titular a campo.


Surpreendentemente, o Internacional apostou no uniforme todo branco, o mesmo utilizado na conquista do Mundial do Japão, em 2006. Entrou em campo primeiro em recepção calorosa como não poderia deixar de ser.


Os jogadores alvinegros, após dois chamados da arbitragem, e todo de preto, veio sob os gritos de ?Segunda Divisão? e com bastante vaias para seu ídolo Ronaldo. Protestos que deram lugar a bela festa. O Beira-Rio ficou muito bonito e colorido com 20 mil sinalizadores vermelhos. Ver bandeiras tremulando também emocionou.


A gritaria colorada, contudo, deu lugar à comemoração corintiana aos 20 minutos, quando Jorge Henrique abriu o placar. O gol que os donos da casa temiam praticamente esfriou os torcedores. Até então, Felipe era espectador. Oito minutos depois, André Santos deu o golpe que seria fatal, em tabela e chute forte. ?Festa, é festa na favela?, ouvia-se.


Antes do intervalo, Felipe comprovou a boa fase: três chutes de Nilmar, três defesas. E Ronaldo? Perdeu chance incrível, na cara de Lauro.


Na segunda fase, os gaúchos esboçaram uma reação com Alecsandro, aos 25 e aos 29. Empataram, mas viram D?Alessandro perder a cabeça e acabar com a chance de virada. O argentino queria briga, foi expulso e correu atrás de William, que, experiente, não reagiu. E, no fim, ergueu a tão cobiçada taça.


Ficha técnica 


Internacional – Lauro; Bolívar (Danilo), Índio, Danny Morais e Kleber; Glaydson (Alecssandro), Guiñazu, Magrão e D?Alessandro; Taison (Andrezinho) e Nilmar. Técnico: Técnico: Tite.
Corinthians – Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos (Diego); Cristian (Boquita), Elias e Douglas; Jorge Henrique, Dentinho (Jean) e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.
Gols – Jorge Henrique, aos 20, e André Santos, aos 28 minutos do primeiro tempo; Alecsandro, aos 25 e aos 29 minutos do segundo tempo.Cartões amarelos – Bolívar, Nilmar, D´Alessandro, Índio e Taison (Internacional); Jean, André Santos, Diego e Douglas (Corinthians) Cartões vermelhos – D?Alessandro (Internacional); Elias (Corinthians). Árbitro – Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). Renda – R$ 754.286,00.
Público – 50.286 pagantes. Local – Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
 
 (Fonte:AE)
 

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