Iniciativa surgiu em março de 2002, idealizada pelo desportista Tarcizo Lima; hoje já atende cerca de 300 crianças na faixa etária de 5 a 17 anos, com o apoio dos pais
Colocar crianças e jovens de 5 a 17 anos para preencher o tempo que elas permanecem fora da sala de aula para a prática de uma atividade esportiva, em especial o futsal, com isso contribuindo para a formação de cidadãos. É desta forma que o Projeto Esportivo da Arne 64, criado pelo desportista Tarcizo de Jesus Abreu Lima em 30 de março de 2002, em Palmas, e que conta hoje com cerca de 300 alunos.
Segundo Tarcizo Lima, o projeto surgiu na manhã de um domingo de 2002, quando ele, em visita a uma quadra de esportes da Arne 64, encontrou com um grupo de crianças fora da mureta querendo jogar futsal, mas dentro dela haviam vários adultos que sequer davam espaço para que os jovens pudessem bater uma bolinha por alguns minutos. Vendo aquela situação, Lima se comoveu e pediu às crianças que cada uma delas convidasse outros garotos para fazer uma reunião para saber se eles queriam mesmo praticar o futsal. Na primeira reunião, conta que compareceram 27 crianças, além dos pais e responsáveis. Depois disso, ele resolveu assumir de forma voluntária aquelas crianças e ficou determinado que a partir daquela data que, em todas as manhãs e tardes de sábados, o espaço seria reservado para os jovens.
Desta forma surgiu o Projeto da da Arne 64. No primeiro ano (2002), 50 crianças já faziam parte do projeto. Um ano depois com a ascensão do projeto os garotos já começaram a disputar competições oficiais da Federação Tocantinense de Futsal (FTFS). Já a partir de 2004, segundo Tarcizo Lima, o projeto teve um grande impulso e começou a receber a parceria da FTFS e alguns órgãos públicos como a Escola Municipal Daniel Batista, Prefeitura de Palmas e Governo do Estado. O projeto conta hoje com cerca de 300 jovens.
Famílias
Devido ao conceito que o projeto ganhou de ser uma entidade séria, as famílias das crianças e dos jovens começaram a participar de forma voluntária, ajudando Lima a cuidar dos movimentos e ações praticadas dentro do projeto. ?Temos vários pais que nos ajudam, levando as crianças em seus próprios carros a participar de competições da FTFS, além de ajudar nos treinamentos durante a semana, seja apitando ou dando instruções. Somos na verdade uma família?, ressalta . Hoje o projeto atende às categorias de base de Sub-5, Sub-7, Sub-9 Sub-11, Sub-13, Sub-15 e Sub-17, além do futsal feminino, e tem o grupo de pais e grupo de mães que também participam.
Avó
É o caso da senhora Luiza Soares Neta, 59 anos, que acompanha o neto Mateus Souza Rocha durante os treinamentos. Segundo ela, o projeto é importante para tirar as crianças das ruas e fazer com que o jovem possa ter interesse em praticar um esporte. ?Faço de tudo para estar junto com meu neto, pois sei que este projeto é sério, pois o Tarcizo trata muito bem os jovens, e por isso recomendo que outras mães façam o mesmo?, disse a eufórica avó. Para Mateus, estar na escolinha é muito bom, pois é uma chance dele poder aprender jogar o futsal e fazer amigos. Torcedor do São Paulo, sonha em ser um jogador de futebol ou médico no futuro. Já o pequeno David José, de seis anos, torcedor do Flamengo, estuda no 1º ano da Escola Pingo de Gente, em Palmas. Ele gosta de jogar futsal e sonha um dia ser jogador de futebol. ?Acho muito bom vir aqui à escolinha. Tenho muitos amigos e gosto de jogar futsal?. Edson Pereira Vanderlei também é um dos voluntários da escolinha. ? Faço questão de ajudar o Tarcizo, pois vejo a alegria estampada no rosto das crianças. É um satisfação ver o esforço da comunidade?, comentou.
Saiba mais
Projeto
As aulas práticas e teóricas desenvolvidas no projeto são realizadas de segunda à sexta-feira no período noturno e no sábado pela manhã. As crianças, junto com seus familiares, participam mensalmente, na Escola Municipal Daniel Batista, de um encontro para ter conhecimento dos princípios bíblicos e de cidadania.Tem também o acompanhamento escolar, que é realizado no decorrer do ano por meio do levantamento da vida do atleta participante do projeto, visando motivá-lo ainda mais na sala de aula. Porém, o projeto não exclui o aluno que tiver baixo rendimento, pois o objetivo é identificar a causa do problema para tentar ajudar a fazer com que o aluno possa melhorar seu desempenho. Quando constatados os problemas que refletem no comportamento das crianças e dos adolescentes, o projeto busca orientar seus familiares. Dentro do projeto, são realizadas vários eventos como Copa da Integração, Jogos Internos, além de torneio de categoria de base, encontros, gincanas e festas comemorativas.











