A moderna e elegante Arena Barueri, a apenas 31 quilômetros de São Paulo, se transformou na opção ideal para todos os times paulistas com problemas em seus estádios. O São Paulo já confirmou a realização de quatro jogos no período em que o Morumbi vai receber shows internacionais – o primeiro nesta quinta, às 17 horas, contra o Paulista. O Palmeiras pretende utilizá-la durante as obras no Palestra Itália. O Bragantino a elegeu para ser sede de seus jogos mais importantes – sonha até em mudar sua sede definitivamente para Barueri, descontente com o tratamento que recebe em Bragança Paulista. E a Portuguesa recorreu ao local enquanto o Canindé está interditado.
Além da beleza e da praticidade do estádio, tão perto da Capital, um outro motivo transforma a Arena Barueri em opção perfeita para qualquer clube em busca de alternativa para mandar seus jogos: o baixo custo do aluguel.
”Foi publicado um decreto em Diário Oficial definindo o valor em 2% da arrecadação, isso para qualquer clube, até mesmo para o da cidade”, explica o jornalista José Kalil, secretário de Esportes de Barueri. ”O prefeito não queria nem cobrar aluguel, porque a Arena foi criada para proporcionar grandes espetáculos à população. A ideia sempre foi atrair o máximo possível de jogos para cá. Mas, como havia uma obrigação legal de cobrar, definimos o valor simbólico de 2% da arrecadação.”
Simbólico mesmo. Na semana passada, por exemplo, Portuguesa e Sertãozinho jogaram para apenas 434 pessoas. A renda foi de R$ 9 730,00. O aluguel, portanto, saiu por menos de R$ 200. ”Claro que não paga o custo. Temos 30 funcionários que trabalham no local, equipe de limpeza contratada e todos os gastos com infraestrutura. Para abrir o estádio, ainda que parcialmente, não gastamos menos de R$ 4 ou R$ 5 mil, dependendo se o jogo for durante o dia ou à noite”, explica o secretário. Nos jogos noturnos, só o custo de iluminação chega a R$ 1,2 mil.
Para efeito de comparação, os principais estádios de São Paulo, Morumbi e Pacaembu, são alugados por 12% da arrecadação durante o dia e 15% à noite. Barueri, além dos 2%, cobra ainda R$ 2 mil de quadro móvel, que seriam os funcionários de plantão para os dias de jogos, que normalmente ocorrem à noite ou nos finais de semana.
A maior tristeza da cidade, porém, foi ter perdido o Grêmio Barueri, agora alojado na distante Presidente Prudente. ”É claro que isso provocou um imenso desgaste político e nos deixou muito tristes. Ainda mais porque o clube continua chamando Barueri. Mas vamos começar de novo, com um time nosso, o Sport Club Barueri, com muito brio”, resigna-se Kalil. ”A verdade de tudo é que o Grêmio Barueri se transformou em empresa e uma empresa sempre busca lucro, isso é normal. Eles optaram pela mudança para Prudente por alguma vantagem econômica, que não sei qual é”, explica o secretário.
”O que não pode é agora ficarem dizendo que saíram daqui porque cobrávamos aluguel alto do estádio, do CT e esse monte de bobagens que surgiram. Para se ter ideia, quando estavam aqui, nem esses 2% eles pagavam, porque o estádio e o CT não estavam totalmente construídos, então, não podíamos cobrar nada. Só agora, com as obras concluídas, é que foi publicado esse decreto dos 2% da arrecadação”, continua Kalil.
Com tanta gente interessada em desfrutar das vantagens da Arena Barueri, o recorde de público deve ser quebrado em breve. Isso porque a capacidade subiu de 15 mil lugares (da época do duelo entre Bragantino e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro de 2009, quando 10.354 pagaram para ver a vitória do time casa por 2 a 0, proporcionando uma renda de R$ 218.720,00) para 27 mil. A queda do recorde, aliás, já tem uma provável data: 7 de fevereiro, no duelo entre São Paulo e Santos.
(Fonte:AE)











