Cadê Oscar Alves o primeiro preparador físico da Região Norte e Nordeste a integrar a Seleção

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Cadê Oscar Alves o primeiro preparador físico da Região Norte e Nordeste a integrar a Seleção

Cadê Oscar Alves o primeiro preparador físico da Região Norte e Nordeste a integrar a Seleção Brasileira. Cadê Oscar Alves, o primeiro preparador físico da Região Norte e Nordeste do Brasil a integrar e fazer parte da Seleção Brasileira Feminina Sub-19 de Futebol, na área de educação física. Cadê o moço de Arraias que também escreveu seu nome no Goiás, Corinthians e Palmas, além de ter feito estágio na Europa, como o Paris Saint Germain (PSG) e Bordeaux (França), além de também ter trabalhado na Confederação Brasileira de Beach Soccer (CBBS). Desenvolveu ainda trabalhos no automobilismo tocantinense e na Escolinha Nilton Santos. E aí alguém sabe?

História de um desbravador chamado Oscar Alves
É claro que o site Alôesporte WWW.ALOESPORTE.COM sabe onde se encontra Oscar Alves que trocou as quatro linhas do campo de futebol por outro campo: a fazenda e a agropecuária. Ao longo deste material você vai saber tudo sobre este cidadão que hoje se tornou um criador do gado da raça Nelore,em sua terra natal: Arraias.

Oscar de Souza Alves Neto, 46 anos, filho de Arraias, sudeste do Tocantins. Logo cedo foi estudar em Brasília, onde concluiu o curso de Educação Física, 1997. Profissão que abraçou com todas as forças.

Oscar Alves em frente a sede da Granja Comary, em Petrópolis (RJ): o sonho se tranformando em realidade – Fotos: Arquivo Pessoal

Segundo ele, o interesse pelo esporte surgiu em 1982, quando viu uma das melhores Seleções da história, marcando uma geração, e ao lado dela uma comissão fantástica. “Daí pensei, um dia vou ser um desses, e em 2004 tive a minha primeira experiência, ainda com estagiário no quadro de preparadores físico da CBF (Confederação Brasileira de Futebol, órgão máximo do futebol( merece uma capítulo à parte)”, ressalta com orgulho.

Dificuldades
Oscar faz questão de dizer que muitas foram, são e serão as dificuldades, mas a história da humanidade relata como algo que sempre existiu, principalmente aos que buscam fazer algo é tem ideias, e com ele não foi diferente. “Imaginem, em 1982, um menino do interior, no antigo “ corredor da miséria “, nordeste goiano dizer que tinha o sonho de chegar a uma CBF ?” relembrou Oscar.

Naquele mesmo ano, o padre Moreira, hoje bispo em Januária, norte de Minas Gerais, com a proposta de fundar em Arraias, o escotismo, oportunizando meninos do antigo nordeste goiano a ter uma formação mais sólida, e as práticas esportivas. Segundo Oscar, eles participavam de olimpíadas dos escoteiros em Anápolis e Goiânia, e dizer senti muita saudade deste tempo que ficará sempre na memória.

Material de Oscar Alves publicado no Jornal do Tocantins do dia 28 de maio de 200 escrito pelo jornalista Reinaldo Cisterna contando a trajetória do tocantinense – Divulgação

Ano de 1988
Oscar conta que depois foi estudar e nunca mais parou. Em 1988, foi embora para Brasília, terminando o 2° grau, em 1997, terminou a faculdade. Já no segundo semestre desse ano teve a oportunidade, através do Sindicato dos Treinadores, de ir fazer um estágio supervisionado na França, nos clubes PSG, Nantes, Bordeaux e Federação Francesa de Futebol.

Em 1998, retornei ao Tocantins passando no concurso do município de Palmas. Trabalhou no SESC, atuando em outros projetos no Estado, a exemplo, com a enciclopédia do futebol Nilton Santos; foi gestor; escolinha de futebol da Polícia Militar, no início dela como parceiro; No Palmas Futebol e Regatas, Oscar também trabalhou.

Kart
Oscar Alves ao lado dos pilotos de Kart do Tocantins quando ajudou na preparação física – Divulgação
Ex-secretário de Esportes do Tocantins na década de 2000, Jayme Lourenço e o pai de Silvano Júnior, que faleceu recentemente, brincam com o piloto – Divulgação

No automobilismo, ele executou a função na preparação física; e outros, mas tinha que continuar a peregrinação rumo à pirâmide do êxito, quando teve a oportunidade de está ao lado de um dos melhores nomes da medicina esportiva, Dr. Renato Fraga Lotufo (inmemorian), fisiologista da era Luxemburgo, no Corinthians e Seleção Brasileira. Oscar relembra que através dele teve a oportunidade de estagiar no Corinthians e Instituto Cohen, na época um dos melhores da América Latina, em São Paulo. Posteriormente, continuou estudos no time do Goiás.

Pessoas bem sucedidas
Disse que sempre usou bons exemplos, de pessoas bem sucedidas, nas diversas áreas e segmentos da sociedade, e com as Graças de Deus, que colocou sempre em seu caminho, uma ou outra pessoa para o sonho se tornar realidade, e acabou dando certo. “Com planos, metas e objetivos a serem conquistados”, destacou.

Pois bem, o capítulo a parte, a realização do sonho , a CBF. Teve a primeira indicação técnica feita pelo Dr. Renato Lotufo e Nilton Santos, apoiadas também pela FTF, através do presidente Leomar Quintanilha.

Oscar Alves recebido na época pelo presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB/SP)

Tese e choro
Em 2003, defendeu a tese junto à própria CBF, à frente de Carlos Alberto Parreira, a quem estive assinado em 1982. “Me acharam ousado, mas peguei minha pastinha, coloquei embaixo do braço, e fui embora do Rio, seguindo rumo ao aeroporto, era a última etapa, e oportunidade”, comentou, mas nesse mesmo dia, o tijolão Tocantins, era Leomar Quintanilha, na época Senador da República,perguntando onde eu estava, eu disse, e ele passou: o pessoal da CBF, entrou em contato comigo, gostaram da sua defesa, e vão de convocar. Fico emocionado até hoje, mas naquele instante, corria, chorava, até gritava pelos corredores do saguão do aeroporto. Deus colocou uma ou outra pessoa para que as coisas aconteçam.

Oscar Alves ao lado de Nilton Santos e o ex-jogador Fernandão

“Sou grato por ter contribuído com a democratização do esporte no nosso Brasil. Recebi em Goiânia, uma homenagem por ser o primeiro profissional da educação física , na área da preparação física, do Estado de GO, TO, DF e região Norte e Nordeste do Brasil a compor o quadro da CBF”, comemorou.

Arraias, minha terra, minha vida…
Hoje, retornou para Arraias, onde é concursado, e exerço mandato classista como delegado regional do SINPEF-TO. Também contínuo a missão de minha família, a pecuária. Onde sou criador do gado da raça Nelore, também a realização de mais um sonho.
E por fim, continuo agradecido, e orgulhoso de ser filho de dona Cassimira Aires Costa Alves e Ângelo Teixeira Alves.

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